Único (raro) álbum solo da cantora Gracinha Leporace é reeditado em LP no Brasil, 58 anos após o lançamento
Capa e contracapa do álbum 'Gracinha Leporace', lançado em 1968 e ora reeditado em LP no Brasil
Reprodução
♫ NOTÍCIA
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Luísa Sonza indica com 'Fruto do tempo' que a imersão no cancioneiro da bossa nova ecoará no álbum 'Brutal paraíso'
Luísa Sonza lança mais uma música do ainda inédito álbum 'Brutal paraíso', 'Fruto do tempo', bem superior ao single inicial 'Telefone'
Pam Martins / Divul...
27/03/2026 17:55
Luísa Sonza indica com 'Fruto do tempo' que a imersão no cancioneiro da bossa nova ecoará no álbum 'Brutal paraíso' (Foto: Reprodução)
Luísa Sonza lança mais uma música do ainda inédito álbum 'Brutal paraíso', 'Fruto do tempo', bem superior ao single inicial 'Telefone'
Pam Martins / Divulgação
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Integro o time de admiradores do álbum lançado por Luísa Sonza em 13 de janeiro com regravações do cancioneiro da bossa nova. Acho que fui o crítico mais entusiasmado com o álbum. Luísa está cantando muito bem, com fluência, com a leveza exigida por músicas como “O barquinho” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1961) e com um charme próprio da artista.
Gostei mesmo e percebi que o álbum “Bossa sempre nova” desceu mais macio para a minha geração (a que cresceu ouvindo MPB) do que para a geração da artista. Por isso mesmo, alimento expectativas quanto ao quarto álbum autoral da cantora, “Brutal paraíso”, programado para 7 de abril. Até porque Luísa Sonza vem evoluindo. O álbum anterior “Escândalo íntimo” (2023) é um bom disco.
Diante desse quadro otimista, o primeiro single do vindouro álbum “Brutal paraíso” – lançado em 17 de março com a música “Telefone” (Luísa Sonza, Roy Lenzo, Jahnei Clarke, Douglas Moda, Carolzinha, Ariana Wrong, TK Kayembe e Flávio Verne) – jogou balde de água fria nas minhas expectativas. Achei a música ruim, um pop funk genérico.
“Telefone” me soou como passo à trás na discografia da cantora. Para piorar, Luíza ainda usou sample de “Desbloqueia a tela”, funk de Selminho DJ e MC Denny, artista acusado no fim de 2017 de fazer apologia ao estupro em versos do funk “Vai, faz a fila”. Enfim, desliguei “Telefone” da minha mente após três audições desanimadoras.
Mas eis que o segundo single do álbum “Brutal paraíso” chegou ao mundo na quinta-feira, 26 de março, com a música “Fruto do tempo” (Luísa Sonza. Kalli, Douglas Moda e Nico Wellenbrick), e elevou novamente as expectativas relativas quarto álbum autoral de Luísa Sonza.
A cantora e compositora mostra com “Fruto do tempo” que a imersão no cancioneiro da bossa nova lhe fez bem e que, não, o disco com Roberto Menescal e Toquinho não foi em vão (aliás, haverá turnê da cantora com Menescal no segundo semestre). O alardeado diálogo conceitual de “Fruto do tempo” com a letra do afrosamba “Consolação” (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1963) soa crível.
Luísa está cantando bem essa música que abre “Brutal paraíso” e que parece dar o tom de álbum em que a artista aborda temas como culpa, desejo, fragilidade e vício com sonoridade contemporânea que, de acordo com o texto promocional do single “Fruto do tempo”, aproxima Luísa Sonza do universo do rock e do pós-punk.
O mundo está embrutecido, longe da leveza da bossa, e Luísa Sonza não quer maquiar a realidade. Mas a realidade é que ninguém permanece (musicalmente) igual após um mergulho no mar da bossa nova.