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Álbum ao vivo feito por Alceu Valença há 50 anos é o mote de documentário que estreia em abril no Rio em festival
Álbum ao vivo feito por Alceu Valença há 50 anos é o mote de documentário que estreia em abril no Rio em festival (Foto: Reprodução)

Capa do álbum ‘Vivo!’ (1976), de Alceu Valença Mario Luiz Thompson ♫ NOTÍCIA ♬ Em 2016, quando Alceu Valença fez 70 anos, os cineastas Cláudio Assis e Lírio Ferreira idealizaram documentário sobre a fase inicial da discografia solo do artista pernambucano. A ideia era enfocar no filme álbuns como “Molhado de suor” (1974), “Vivo!” (1976) e “Espelho cristalino” (1977). Decorrida uma década, Alceu está às voltas com a turnê comemorativa dos 80 anos, “80 girassóis”, enquanto Cláudio e Lírio se preparam para estrear o documentário “Vivo 76” na 31ª edição do festival de documentários É Tudo Verdade, programada para acontecer nas cidades de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) de 9 a 19 de abril. A première de “Vivo 76” será na abertura carioca do festival. O documentário ficou centrado no álbum ao vivo lançado por Alceu em 1976, há 50 anos, com registro do show “Vou danado pra catende”, estreado pelo cantor no Rio de Janeiro (RJ) em 1975 e orquestrado pelo artista com o produtor musical Guto Graça Mello. Lançado em março de 1976 pela gravadora Som Livre, em LP de capa dupla que expunha fotos de Mario Luiz Thompson (1945 – 2021), “Vivo!” é o segundo álbum solo de Alceu Valença. Com o peso e a eletricidade do rock, mas calcado nos ritmos nordestinos que embasam a obra de Alceu, o álbum “Vivo!” encadeia oito músicas captadas em 7 de setembro de 1975 na última apresentação da temporada carioca do show “Vou danado pra catende” no Teatro Tereza Rachel. Todas as oito composições do álbum são de autoria de Alceu Valença, sendo que “Edipiana nº 1” também trazia a assinatura de Geraldo Azevedo, com quem Alceu debutara no mercado fonográfico em 1972 com álbum dividido com o colega conterrâneo. Duas músicas, “Papagaio do futuro” e “Punhal de prata”, já tinham sido gravadas no álbum anterior de Alceu, o supracitado “Molhado de suor”, sendo que a embolada “Papagaio do futuro” já tinha sido previamente apresentada em 1972 na última edição do “Festival Internacional da Canção” (1972) em número feito por Alceu com Geraldo Azevedo e Jackson do Pandeiro (1919 – 1982). Com a edição do álbum “Vivo!”, Alceu Valença consolidou a ideia de uma música de sonoridade universal calcada na matriz nordestina de gêneros como aboios, emboladas, martelos agalopados, modas de viola e cocos, tocados com a energia do rock, em clima por vezes psicodélico. E o fato é que “Vivo!” vem desafiando muito bem a embolada do tempo e, 50 anos depois, o álbum de Alceu Valença é coisa de cinema.